Oportunidades e desafios da indústria de alimentos e bebidas para se atualizar e se tornar mais produtiva

 
Os números da indústria de alimentos mostram que o Brasil faturou R$ 656 bilhões em 2018, segundo dados da Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (Abia). O valor representa um aumento de 2,08% em relação a 2017.

A categoria de proteína animal correspondeu a 22,1% do faturamento total do setor enquanto bebidas responderam por 19,7%, laticínios, 10,5% e café, chás e cereais,10,2%. O consumo no mercado interno cresceu 4,3%, com o aumento das vendas no varejo e do segmento de alimentação fora do lar (food service).

O setor exportou para mais de 180 países, o que representou 19,3% do volume total de vendas. A China continua como o principal importador, com um aumento de 37,6% em relação a 2017. No ano, as exportações tiveram uma queda na ordem de 9,8%, fechando 2018 em US$ 35,1 bilhões de alimentos industrializados contra US$ 38,9 bilhões em 2017.

O setor de alimentos gerou 13 mil novos postos de trabalho no ano passado. O total de investimentos em ativos e fusões e aquisições alcançou R$ 21,4 bilhões, um aumento de 13,4%, contra R$ 18,9 bilhões em 2017.

Nas previsões e análises para o mercado de trabalho do futuro, a área de automação e robótica é citada como forte tendência. Muitas pessoas podem temer a substituição de profissionais pelos robôs, mas a pergunta que devemos fazer não é se perderemos lugar para as máquinas e sim: quem vai criá-las para solucionar os problemas da indústria de alimentos na era 4.0 ?

A indústria de alimentos e bebidas precisa entregar produtos de confiança e apenas a utilização de elevados níveis de automação é capaz de atingir esse objetivo; Em média, a automação pode trazer uma rentabilidade superior a 30% e isso permite oferecer custos mais competitivos; Processos automatizados garantem mais segurança e redução de acidentes e afastamentos por trabalho repetitivo, além de rotatividade da mão de obra e redução de ações trabalhistas. Qualificação urgente da mão de obra, pois será essa qualidade que trará os ganhos de produtividade e competitividade; Modelos eficientes de gestão da produção e gerenciamento do ciclo de vida do produto; Mudança cultural com foco na transformação digital e comissionamento virtual de todos os processos.

* Rogério Vitalli é Diretor Executivo de Tecnologia do Instituto Avançado de Robótica – IAR e colunista da Fispal Tec Digital.

Fispal Tecnologia - 22/02/2019